Em meio à crise mundial de oferta de petróleo, a AIE aponta possível arrefecimento
- LabECO

- 15 de jun. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 25 de jul. de 2022
O último relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE) trouxe novas projeções para 2022 e 2023. Confira:

A pior crise de oferta do petróleo das últimas décadas está dando os primeiros sinais de arrefecimento. Entre as causas, a desaceleração econômica pesa na demanda pela commodity, porque sanções impostas à indústria de petróleo da Rússia estão tendo menos impactos em sua produção do que esperava-se. As conclusões foram feitas pela Agência Internacional de Energia (AIE).
A seguir, saiba mais da avaliação da AIE sobre a crise mundial do petróleo.
O que o relatório mensal da AIE mostrou?
O último relatório mensal da AIE, divulgado no dia 13 de julho, cortou as projeções de demanda mundial de petróleo para este ano e para 2023.
A estimativa para 2022 foi reduzida em 240 mil barris por dia (bpd), a 99,18 milhões, e, para o próximo ano, em 280 mil bpd, a 101,32 milhões de bpd.
Ainda assim, a AIE afirma esperar que o impacto na demanda de petróleo seja modesto, visto que o processo de recuperação econômica da China pode ajudar a compensar a queda de consumo nos outros lugares do mundo.
A agência também aponta que a produção em países como Estados Unidos e Canadá mostram um aumento. Além disso, as sanções que foram adotadas contra a Rússia, em decorrência da guerra com a Ucrânia, afetaram a oferta de petróleo em um nível menor do que se esperava.
A projeção de oferta mundial de petróleo para este ano, segundo o relatório da AIE, é de 300 mil bpd, a 100,1 milhões de bpd. A previsão para produção de petróleo da Rússia para 2022 aumentou em 240 mil bpd, a 10,61 milhões de bpd.
Já a previsão para a oferta mundial de petróleo em 2023, manteve-se em 101, 1 milhões de bpd.
Para a oferta fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a previsão da AIE foi elevada para 2022 em 200 mil bpd, a 65,5 milhões de bpd, e confirmou a do próximo ano em 65,6 milhões.
Ainda segundo o relatório da AIE, a oferta global de petróleo apresentou um aumento de 690 mil bpd no mês de junho, a 99,46 milhões de bpd, o que é explicado pelo desempenho maior do que esperado da Rússia.
O estoques globais de petróleo
Os estoques mundiais de petróleo permanecem em níveis baixos, estando os avanços concentrados na China. O relatório da AIE aponta que os estoques dos países que fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estão se recuperando aos poucos, devido às liberações de estoques pelos governos. Ainda sim, estão quase 300 milhões bpd abaixo da média apresentada nos últimos 5 anos.
A agência defende ser necessária uma “forte intervenção” de políticas sobre o uso de energia para que a economia global não seja prejudicada.



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