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Braskem avalia uso do H2 Verde para 2050

  • Foto do escritor: LabECO
    LabECO
  • 7 de set. de 2022
  • 2 min de leitura

A empresa vê o combustível como um alternativa para o futuro, mas aposta na gestão energética para a atual década


H2 Verde - Braskem
A Braskem deve inserir o H2 Verde em 2050. | Foto: Reprodução

A Braskem, empresa petroquímica, está buscando alternativas para desenvolver uma cadeia de hidrogênio focada na produção de químicos verdes e que siga a linha energética de descarbonização e eletrificação industrial. O objetivo é que o H2 verde comece a ser inserido nas próximas duas décadas.

No Fórum de Inovação da Siemens, Gustavo Seccucchi, diretor de energia e descarbonização industrial da Braskem, explicou que:

“Estamos estudando e vendo alguns avanços para inclusão de unidades de pequena escala em Camaçari (BA), mas olhando com muito cuidado a viabilidade técnica e econômica, como por exemplo nas questões logísticas”.

O que muda com a inserção do H2 Verde?

O diretor explicou que o H2 Verde pode desempenhar um papel de ajudar a eletrificar um forno elétrico, por exemplo.

“É um potencial importante a ser desenvolvido, mas tem que ser visto concatenado com outras soluções, e quando olhamos nossa curva de abatimento de carbono tem coisas que vem antes”, afirmou.

Entre os desafios, Seccucchi cita a importância da competência das pessoas para implementar essa transformação no cenário industrial. “Vamos ter que arriscar mais e sair, ser mais ousados, pois as tecnologias ainda não estão consolidadas”, defende.

Atualmente, a Braskem gerencia pelo menos 10 projetos no setor de energia com parceiros, como na área de energia eólica, biomassa, solar, etc. Além disso, o diretor também conta que a empresa está se dedicando no estudo sobre o biometano e a biomassa no processo de descarbonizar a matriz elétrica da empresa.

O processo teve início há alguns anos a partir do momento em que a Braskem começou a intensificar o controle dos processos que necessitavam do uso de eletricidade.

Para Seccucchi, o maior desafio é como a empresa vai passar por um processo de transformação para se tornar uma indústria com capacidade de substituir suas máquinas e equipamentos, conectando-se com a evolução da energia limpa e questões ESG. O executivo ainda revelou duas metas para a companhia: diminuir em 15% as emissões de carbono até 2030 e a neutralidade em carbono até 2050.


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